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  • Tracklist de n. 07 ao 12 · Julho à dezembro

        
         Hoje (02/03) faz um ano desde de que eu entrei na faculdade. Para saber mais sobre a minha história, clique aqui. Ah! Não
         esqueça de ler a publicação ouvindo a tracklist mensal.




    Amadureci como nunca havia amadurecido. E, ainda que eu esteja no início dessa jornada, pela primeira vez, sinto que estou prestes a estar no comando da minha própria vida. Graças à ela: a vida adulta.  Trecho retirado da tracklist mensal de janeiro e feveiro.

    Quando inciei a tracklist mensal, ainda em janeiro do ano anterior, estava com o coração repleto de gratidão e esperanças de que 2017 me traria todas as bençãos que 2016 não me trouxe. Hoje, já no novo ano (talvez não tão novo assim), posso dizer que 2017 me surpreendeu a cada dia. Ainda que tenha vivenciado um dia após o outro, tenham sido eles de calmarias e tempestades. De sossego e tranquilidade ou inquietação e alvoroço. Sintia-me numa montanha russa em looping infinito, sem direito a paradas para tomar um ar e, menos ainda, recuperar o fôlego.

    Decerto que foi um dos anos mais marcantes e inesquecíveis da minha vida, daqueles que parecem cravar com ferro a fogo as minhas conquistas, as minhas batalhas, os meus anseios que, para o meu azar, viraram uma bela d'uma ansiedade, os meus medos, que pareceram virar um bicho papão, mas, como num fim de todo bom conto de fadas, ainda que moderno, foram superados pela personagem principal e, especialmente, o meu crescimento pessoal.

    Tem sido difícil falar de tudo o que me ocorreu nos últimos meses. Esta é uma das razões pelas quais passei exatos quatro meses sem dar as caras por aqui.” Trecho retirado da tracklist mensal de março à junho.

    Essa é uma citação retirada da última tracklist mensal, que cabe perfeitamente na situação atual. Tem sido difícil falar de tudo o que me ocorreu nos últimos meses. Talvez pela recência do fato. Talvez por ainda não tê-lo sequer começado a superá-lo. Talvez pela amnésia que insiste em me acometer e, por vezes, dá-me doses de lembranças de tudo o que ocorreu. O que posso dizer é que tudo aconteceu num curto espaço de tempo, cerca de 2/3 dias. De uma hora para outra. A princípio, tudo estava na sua perfeita normalidade. 24/7 conectada e fazendo uso de 100% do meu tempo. A rotina continuava a mesma, os meus hábitos também — exceto o meu comportamento. 

    Estava sem pregar o olho há duas noites seguidas, ligada nos 220W. Já me aconteceu outras vezes, mas tudo não passou do quase. Do quase se estendeu para algo nitidamente maior, como deveras aconteceu. Pois bem, numa dessas madrugadas em claro, eu perdi totalmente a noção do tempo e dos fatos. A realidade parecia não existir. Estava vivendo dentro de um universo paralelo, aonde tudo era possível. Até mesmo os meus desejos mais profundos. Especialmente eles. Foi aí que eu surtei. E tudo ficou confuso e caótico. Eu não tinha a mínima condição de discernir aquilo que era real ou não. Nem mesmo se estava dentro de um sonho ou um pesadelo.

    Os dias que se sucederam foram de um profundo vazio. Os meses também. Até algumas semanas antes. Não se sabe ao certo a causa, mas aposto minhas fichas num desgaste mental, possivelmente pelas barras que passei e venho passando nos últimos três anos. Percas, danos, falecimentos. Por meses fiquei devastada. Como se tivessem tirado de mim todas as forças que eu custei a adquirir. Não tinha ânimo sequer para fazer aquilo que eu mais amava: escrever. 

    E parece que, na tentativa de equilibrar os meses anteriores, junho trouxe a calmaria que precisávamos. Espero que, de fato, o mau tempo tenha passado e levado consigo tudo de ruim que nos trouxe.” Trecho retirado da tracklist mensal de março à junho.

    Agosto e setembro por fim ficaram para trás e os meses que se seguiram trouxeram consigo a esperança de um futuro melhor. O que de fato ocorreu, ainda que aos poucos, como toda recuperação costuma ser. Cinco meses depois posso afirmar que certas situações têm a permissão do Cara lá de cima, do Universo ou seja lá qual a divindade em que você acredita para acontecer, por mais dolorosas que sejam, para que aprendamos com elas e, sobretudo, para que não permitamos que elas aconteçam, em hipótese alguma, novamente.





    Mas vamos falar do que é bãum? Vamos falar de música boa? A priori, teríamos uma playlist para os meses de julho à outubro e outra apenas para novembro e dezembro, mas como o meu radar musical não estava tão apurado assim para descobrir hits novos, acabei por associá-las e não que é ficou uma belezura? Me apeguei muito a essa playlist, assim como a de março, e tenho um carinho especial por cada músquinha que se encontra nela. Cuidem bem dela, tá? Desde já, adianto que temos Dua Lipa, Camila Cabello, IZA, Selena Gomes, Shawn Mendes e muito, mas muito The Vamps — minha mais recente paixão dos últimos meses. Usem e abusem!





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    Tracklist de n. 03 ao 06 · Março à junho


        
        Leia o post ouvindo a playlist logo abaixo.


    Tem sido difícil falar de tudo o que me ocorreu nos últimos meses. Esta é uma das razões pelas quais passei exatos quatro meses sem dar as caras por aqui. O último olá antes do chá de sumiço foi neste post, que, coincidentemente, é a nossa primeira tracklist mensal, prevista para transcorrer a cada dois meses. Ocorreram-me muitas coisas desde então. Passei por uma barra nas esferas pessoal, familiar e acadêmica. Acreditei que não sobreviveria a essa tempestade, mas eu estou aqui. Viva para contar a história. Ainda que me recuperando das feridas que ficaram e tentando assimilar tudo o que aconteceu. Incontáveis vezes abri o rascunho desta publicação e as palavras pareciam sumir da minha mente. Procurava as frases certas para tentar traduzir, em forma de texto, os acontecimentos que ocorreram. Sem sucesso. Desta vez, minha única pretensão é abrir as portas do meu coração e ver o que ele me diz.

    Lembro-me bem que estava com a os nervos à flor da pele quando março se iniciou. E havia uma boa razão para isso. Eu estava prestes a entrar na universidade. Aquela que sempre esteve na minha cabeça desde o Ensino Médio. Que eu vivia dizendo que gostaria de estudar durante os cinco anos do curso tão desejado por mim. No dia 02/03, coloquei o pé direito aonde eu desejei estar durante todo o ano passado. Parecia que eu estava vivendo um sonho! Foi um momento muito especial na minha vida. Conheci novas pessoas, fiz amizades, tive uma nova rotina (até hoje ainda não decidi se amava ou odiava) e inúmeros aprendizados. Mas, nem tudo aconteceu como eu esperei.

    Tracklist de n. 01 / 02 · Janeiro e fevereiro

    foto (favorita da vida) · picjumbo

    Tracklist · lista de faixas de um álbum, EP ou CD.

    A música nunca esteve tão presente na minha vida como tem estado nos últimos três meses. Desde que eu concluí o Ensino Médio e encerrei uma etapa fundamental para o meu crescimento pessoal, em dezembro do ano passado, minha vida mudou significativamente: antes, agitada, com os hormônios e emoções à flor da pele e a mente à 1000/hora, mal tinha tempo de sentar em um banco de praça e ver a vida passar para uma vidinha monótona, 24/7 à mercê de algo que me tirasse de um estado permanente de inércia. Eu, que odeio rotina, passei a desejar uma.

    Vi minhas preferências e forma de pensar mudarem, minha vida virar do avesso e o meu mundo cair por terra, a busca pelo autoconhecimento aflorar, o meu eu externo profundamente conectado ao meu eu interno, a minha vibração em pura e perfeita sintonia com o Universo. Amadureci como nunca havia amadurecido. E, ainda que eu esteja no início dessa jornada, pela primeira vez, sinto que estou prestes a estar no comando da minha própria vida. 

    Graças à ela: a vida adulta.

    Que me colocará diante de situações que testará o meu autocontrole, irá fazer pouco das minhas qualidades e, incessavelmente, estará batendo na porta e a qualquer hora entrará sem aviso prévio. Sentará na poltrona mais confortável da casa e ditará as regras: “Deverás arcar com todas as responsabilidades advindas de todo e qualquer ato cometido sem mamãe e papai para alisar-lhe a cabeça”, “Não aprenderás a ser responsável até que seja parada pela primeira vez por um guarda de trânsito por excesso de alta de velocidade e tenha a sua carteira recém-adquirida multada”, “Guardarás para si tudo aquilo de mais profundo que queres dizer ao outro e não tens coragem até que o mesmo seja feito à ti”, entre tantas outras que surgirão sem eu me dar ao trabalho de dar a cara a tapa.

    Para todos os efeitos, desde já faço um pedido: “Vida adulta, seja boa comigo, por favor!”.




    Esse processo, que data de uma vida inteira, mas tem se intensificado há não mais do que três meses, vem crescendo com uma playlist que, até a última semana, estava devidamente secreta no meu Spotify. Todas as músicas selecionadas a dedo tem muito de mim e carregam lembranças de momentos que eu vivi, de pessoas com as quais eu me relacionei e, especialmente, de sentimentos e sensações. Lágrimas, sorrisos, felicidade, plenitude, ira, frustração, arrependimento. Novas descobertas e novas paixões. Algumas que já se foram e outras que permaneceram. Mas, sobretudo, lições e bençãos que 2017 já fez questão de me presentear. Minha eterna gratidão.


    • Destaque para as melhores descobertas de janeiro: “You” & “Wild Ting” - 11:11 / “Shape Of You” - Ed Sheeran / “Full Circle” - Quinn XCII / “American Girl” - Ta-ku + Wafia / “Sleep On The Floor” - The Lumineers.
    • Destaque para as melhores descobertas de fevereiro: “Work The Middle” - Alex Aiono, “Thief” - Ansel Elgort / “Straightjacket” - Quinn XCII / “City Of Stars” - Ryan Gosling (!) / “Now and Later” - Cover Simon Samaeng / “Rush” - William Singe.

    Que março seja lindo para cada um de nós!






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