22.

 
Começo a escrever este texto ao som de 22, da Taylor Swift. Ainda adolescente, achei que os meus twenty-two demorariam para chegar, afinal, a minha década 10 sempre passara devagar. No entanto, com a chegada da década seguinte (oi, vinte aninhos!), a ficha finalmente caiu de que o agora logo se tornará passado e que não há tempo para deixar experiências passarem — a menos que seja para criar novas, que são sempre bem-vindas. Ousaria dizer que essa é uma das razões pelas quais estou aqui: para satisfazer o desejo incessante de registrar o maior acontecimento que poderia existir em um cenário pandêmico, senão mais um aniversário a caminho.

A chegada de um ano pessoal sempre fora muito significativo e nos últimos tempos eles passaram a adotar mais um significado. Com o maior dos otimismos, sempre acreditei que o melhor estava por vir (e de fato estão, caso você se questione), mas minha perspectiva ainda pequena sobre a vida não me permitia enxergar que com isso, traumas emocionais, feridas abertas, inquietações internas, muitas vezes adormecidas emergem à superfície com toda força. 

Em uma dessas minhas voltas pelo Sol, pude senti-los com toda força e intensidade, o que me faz chegar a mais uma conclusão sobre celebrações de vida: 

    
 Tão quanto é delicioso celebrar o frescor de novas oportunidades, assim o é acolher todas as marcas e cicatrizes que nos constitui.


O processo muitas vezes é arrebatador, e por isso tão extraordinário
ao passo em que nos faz revirar as entranhas, exige que tomemos uma atitude diante da vida, que a encaremos de frente e com firmeza (não dureza) para que o novo possa, enfim, fazer morada. Sem sobressair toda e qualquer experiência que tenhamos vivenciado. Que não nos esqueçamos também que são as inexperiências que nos permitiram crescer e fazem datas como essa tão aguardadas: elas carregam com si quase que uma necessidade de, a cada ano, realizarmos um crivo denso e minucioso de todas as fases, momentos e ambientes em que deixamos um pedaço de nós.

Este é um texto para a posteridade. Talvez para os próximos meses, quando eu estiver sem forças em mim mesma, no meu destino ou no mundo; para os próximos 5 anos, quando eu estiver entre amigas papeando sobre quão delicioso era vivenciar os meus 21 anos, ainda sem tantas responsabilidades, ou para um futuro tão distante que não sou capaz de prever. A partir do momento em que esta postagem for publicada, o que sinto e, portanto, escrevo não serão só mais meus. Uma vez lançados na Internet, estão passíveis de você, caro leitor, compartilhá-los junto a mim.

Como fui feliz aos 21.

Fui do céu ao inferno em 365 dias. E do inferno ao céu também.

Me perdi tantas vezes que acabei encontrando um novo caminho.

Uma nova carreira. Um novo passo que estou prestes a dar.

Um antigo amor: o próprio. Que com carinho e dedicação diários estão crescendo e mantendo-se firmes diante de tantos questionamentos e incertezas.

E entre os presentes mais especiais que pude receber ao longo de toda a vida, foi aqui em que obtive os mais valiosos diante de uma pandemia que perdura por dois anos: a minha primeira dose da vacina contra o COVID-19 (dois dias antes do meu bday!) e a remissão de câncer de mama da minha mãe.


Para o ano que me espera, desejo sede de viver. Como jamais vivi. Anseio por momentos que me façam pensar talvez não devesse fazer o que estou prestes a fazer agora, pois certamente serão eles que logo virão à mente quando me puser em frente ao computador para redigir um novo texto as vésperas do meu futuro 30 de maio. Por ora, me despeço dizendo que o que ainda virá será vivenciado com tamanha intensidade tal qual as circunstâncias permitirem e eu já espero ansiosa para documentá-las em uma folha de papel. Ainda que ela seja substituída por uma página em branco de um lugar repleto de nostalgia quanto o Cartas para Carolaine.

    
    Para receber com muito carinho o meu aniversário, preparei uma playlist mais do que especial com algumas das músicas que                      mais me marcaram ao longo da última década. Sinta-se convidado a se juntar comigo nessa festa!





Obrigada por estar aqui! <3

Com muito amor,
Anna.

Tracklist de n. 07 ao 12 · Julho à dezembro

    
     Hoje (02/03) faz um ano desde de que eu entrei na faculdade. Para saber mais sobre a minha história, clique aqui. Ah! Não
     esqueça de ler a publicação ouvindo a tracklist mensal.




Amadureci como nunca havia amadurecido. E, ainda que eu esteja no início dessa jornada, pela primeira vez, sinto que estou prestes a estar no comando da minha própria vida. Graças à ela: a vida adulta.  Trecho retirado da tracklist mensal de janeiro e feveiro.

Quando inciei a tracklist mensal, ainda em janeiro do ano anterior, estava com o coração repleto de gratidão e esperanças de que 2017 me traria todas as bençãos que 2016 não me trouxe. Hoje, já no novo ano (talvez não tão novo assim), posso dizer que 2017 me surpreendeu a cada dia. Ainda que tenha vivenciado um dia após o outro, tenham sido eles de calmarias e tempestades. De sossego e tranquilidade ou inquietação e alvoroço. Sintia-me numa montanha russa em looping infinito, sem direito a paradas para tomar um ar e, menos ainda, recuperar o fôlego.

Decerto que foi um dos anos mais marcantes e inesquecíveis da minha vida, daqueles que parecem cravar com ferro a fogo as minhas conquistas, as minhas batalhas, os meus anseios que, para o meu azar, viraram uma bela d'uma ansiedade, os meus medos, que pareceram virar um bicho papão, mas, como num fim de todo bom conto de fadas, ainda que moderno, foram superados pela personagem principal e, especialmente, o meu crescimento pessoal.

Tem sido difícil falar de tudo o que me ocorreu nos últimos meses. Esta é uma das razões pelas quais passei exatos quatro meses sem dar as caras por aqui.” Trecho retirado da tracklist mensal de março à junho.

Essa é uma citação retirada da última tracklist mensal, que cabe perfeitamente na situação atual. Tem sido difícil falar de tudo o que me ocorreu nos últimos meses. Talvez pela recência do fato. Talvez por ainda não tê-lo sequer começado a superá-lo. Talvez pela amnésia que insiste em me acometer e, por vezes, dá-me doses de lembranças de tudo o que ocorreu. O que posso dizer é que tudo aconteceu num curto espaço de tempo, cerca de 2/3 dias. De uma hora para outra. A princípio, tudo estava na sua perfeita normalidade. 24/7 conectada e fazendo uso de 100% do meu tempo. A rotina continuava a mesma, os meus hábitos também — exceto o meu comportamento. 

Estava sem pregar o olho há duas noites seguidas, ligada nos 220W. Já me aconteceu outras vezes, mas tudo não passou do quase. Do quase se estendeu para algo nitidamente maior, como deveras aconteceu. Pois bem, numa dessas madrugadas em claro, eu perdi totalmente a noção do tempo e dos fatos. A realidade parecia não existir. Estava vivendo dentro de um universo paralelo, aonde tudo era possível. Até mesmo os meus desejos mais profundos. Especialmente eles. Foi aí que eu surtei. E tudo ficou confuso e caótico. Eu não tinha a mínima condição de discernir aquilo que era real ou não. Nem mesmo se estava dentro de um sonho ou um pesadelo.

Os dias que se sucederam foram de um profundo vazio. Os meses também. Até algumas semanas antes. Não se sabe ao certo a causa, mas aposto minhas fichas num desgaste mental, possivelmente pelas barras que passei e venho passando nos últimos três anos. Percas, danos, falecimentos. Por meses fiquei devastada. Como se tivessem tirado de mim todas as forças que eu custei a adquirir. Não tinha ânimo sequer para fazer aquilo que eu mais amava: escrever. 

E parece que, na tentativa de equilibrar os meses anteriores, junho trouxe a calmaria que precisávamos. Espero que, de fato, o mau tempo tenha passado e levado consigo tudo de ruim que nos trouxe.” Trecho retirado da tracklist mensal de março à junho.

Agosto e setembro por fim ficaram para trás e os meses que se seguiram trouxeram consigo a esperança de um futuro melhor. O que de fato ocorreu, ainda que aos poucos, como toda recuperação costuma ser. Cinco meses depois posso afirmar que certas situações têm a permissão do Cara lá de cima, do Universo ou seja lá qual a divindade em que você acredita para acontecer, por mais dolorosas que sejam, para que aprendamos com elas e, sobretudo, para que não permitamos que elas aconteçam, em hipótese alguma, novamente.





Mas vamos falar do que é bãum? Vamos falar de música boa? A priori, teríamos uma playlist para os meses de julho à outubro e outra apenas para novembro e dezembro, mas como o meu radar musical não estava tão apurado assim para descobrir hits novos, acabei por associá-las e não que é ficou uma belezura? Me apeguei muito a essa playlist, assim como a de março, e tenho um carinho especial por cada músquinha que se encontra nela. Cuidem bem dela, tá? Desde já, adianto que temos Dua Lipa, Camila Cabello, IZA, Selena Gomes, Shawn Mendes e muito, mas muito The Vamps — minha mais recente paixão dos últimos meses. Usem e abusem!





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Da estante: Minha vida fora de série – 2ª temporada


    
   p.s: a resenha não contém spoilers.


Adivinhem só quem vai fazer resenha pela primeira vez? Isso mesmo, euzinha! Desde de que eu me entendo por gente, sou apaixonada pela leitura. As aulas na biblioteca sempre foram as minhas favoritas. E as publicações sobre livros, uma das mais deliciosas de serem feitas e lidas. Ainda que seja uma paixão de anos para anos, há muito que eu havia perdido o hábito da leitura e vinha sendo um verdadeiro desafio recuperá-lo. Passei por diversos livros (leia-se: quase todos os do meu nicho) até chegar em um que me prendesse, de fato, na leitura. Minha vida fora de série – 2ª temporada fez-me esquecer as horas, perdendo a noção do tempo e me deliciar com uma história outra vez.

Me dei de cara com a escrita da Paula Pimenta, pela primeira vez, por volta dos meus 15-16 anos. Lembro-me até hoje que o meu primeiro livro da autora eu ganhei de uma amiga super querida ainda quando estudávamos juntas no colégio. O exemplar era o segundo livro bestseller da série Fazendo Meu Filme (“Fani na Terra da Rainha”) e li insaciavelmente, seguindo pelos outros três livros. Desde então, pude conhecer a escrita inesquecível da Paula, uma mineirinha de Beagá que mais parece uma princesa nos envolvendo em seus contos de fadas, que cursou Publicidade e estudou Música (sim, você não leu errado!) e, para nossa sorte, decidiu que gostava mesmo era de escrever livros. 


Na trama de MVFS 2ª temporada, acompanhamos, mais uma vez, a saga da vida fora de série da Priscila. Agora, com 16 anos, ela encara questões mais sérias que alguns adolescentes enfrentam: a proximidade do vestibular e os seus anseios e desafios, amizades que parecem sólidas e que de repente se perdem, o aprendizado de um namoro que tem que ser constantemente cuidado para não se desgastar e as dificuldades de manter o amor e a confiança como base de um relacionamento e tantas outras questões e dúvidas de uma jovem da sua idade. Ah! E o legal também é que não acompanhamos apenas a vida da Pri, mas de todos os seus amigos e família, estejam eles em BH ou São Paulo.

O time do livro ocorre desde o aniversário de 15 anos da Priscila ao seu aniversário de 17 anos, perpassando por várias fases da nossa protagonista. Nesta edição da série, a Pri, já mais velha, encara situações que a exigem mais de si, desde os estudos e as atividades extras do colégio, como o Conselho Escolar e o Grêmio, aos desafios de manter as amizades numa fase tão conturbada e intensa, aos obstáculos lidados num relacionamento de anos com o Rô.


A Paula repetiu a fórmula que usou em FMF em MVFS ao dar o ponto de vista da Priscila e, algumas vezes do Rodrigo, tendo capítulos narrados por um dos dois, como também intercalar, entre eles, caixinhas de e-mail enviados entre os personagens, o que, particularmente, eu acho uma sacada muito boa de dar uma quebrada nos longos parágrafos e dinamizar a leitura, de modo a servir também para passagem de tempo. Além disso, fazem parte recadinhos, bilhetes, torpedos de celular e, o meu predileto, playlists da Pri e do Rodrigo ao final de alguns capítulos, sempre marcando uma fase do relacionamento dos dois e o mood daquele momento do personagem.

Minha vida fora de série – 2ª temporada está disponível em todas as livrarias e, pra sua, pra nossa sorte, em promo na Saraiva, no Submarino e nas Americanas, além das outras edições, já publicadas pela Paulinha, como a 3ª temporada e, a mais recente delas, a 4ª temporada, que acaba de sair do forno. Corre pra garantir a sua, hein? <3




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Tracklist de n. 03 ao 06 · Março à junho


    
    Leia o post ouvindo a playlist logo abaixo.


Tem sido difícil falar de tudo o que me ocorreu nos últimos meses. Esta é uma das razões pelas quais passei exatos quatro meses sem dar as caras por aqui. O último olá antes do chá de sumiço foi neste post, que, coincidentemente, é a nossa primeira tracklist mensal, prevista para transcorrer a cada dois meses. Ocorreram-me muitas coisas desde então. Passei por uma barra nas esferas pessoal, familiar e acadêmica. Acreditei que não sobreviveria a essa tempestade, mas eu estou aqui. Viva para contar a história. Ainda que me recuperando das feridas que ficaram e tentando assimilar tudo o que aconteceu. Incontáveis vezes abri o rascunho desta publicação e as palavras pareciam sumir da minha mente. Procurava as frases certas para tentar traduzir, em forma de texto, os acontecimentos que ocorreram. Sem sucesso. Desta vez, minha única pretensão é abrir as portas do meu coração e ver o que ele me diz.

Lembro-me bem que estava com a os nervos à flor da pele quando março se iniciou. E havia uma boa razão para isso. Eu estava prestes a entrar na universidade. Aquela que sempre esteve na minha cabeça desde o Ensino Médio. Que eu vivia dizendo que gostaria de estudar durante os cinco anos do curso tão desejado por mim. No dia 02/03, coloquei o pé direito aonde eu desejei estar durante todo o ano passado. Parecia que eu estava vivendo um sonho! Foi um momento muito especial na minha vida. Conheci novas pessoas, fiz amizades, tive uma nova rotina (até hoje ainda não decidi se amava ou odiava) e inúmeros aprendizados. Mas, nem tudo aconteceu como eu esperei.

Tracklist de n. 01 / 02 · Janeiro e fevereiro

foto (favorita da vida) · picjumbo

Tracklist · lista de faixas de um álbum, EP ou CD.

A música nunca esteve tão presente na minha vida como tem estado nos últimos três meses. Desde que eu concluí o Ensino Médio e encerrei uma etapa fundamental para o meu crescimento pessoal, em dezembro do ano passado, minha vida mudou significativamente: antes, agitada, com os hormônios e emoções à flor da pele e a mente à 1000/hora, mal tinha tempo de sentar em um banco de praça e ver a vida passar para uma vidinha monótona, 24/7 à mercê de algo que me tirasse de um estado permanente de inércia. Eu, que odeio rotina, passei a desejar uma.

Vi minhas preferências e forma de pensar mudarem, minha vida virar do avesso e o meu mundo cair por terra, a busca pelo autoconhecimento aflorar, o meu eu externo profundamente conectado ao meu eu interno, a minha vibração em pura e perfeita sintonia com o Universo. Amadureci como nunca havia amadurecido. E, ainda que eu esteja no início dessa jornada, pela primeira vez, sinto que estou prestes a estar no comando da minha própria vida. 

Graças à ela: a vida adulta.

Que me colocará diante de situações que testará o meu autocontrole, irá fazer pouco das minhas qualidades e, incessavelmente, estará batendo na porta e a qualquer hora entrará sem aviso prévio. Sentará na poltrona mais confortável da casa e ditará as regras: “Deverás arcar com todas as responsabilidades advindas de todo e qualquer ato cometido sem mamãe e papai para alisar-lhe a cabeça”, “Não aprenderás a ser responsável até que seja parada pela primeira vez por um guarda de trânsito por excesso de alta de velocidade e tenha a sua carteira recém-adquirida multada”, “Guardarás para si tudo aquilo de mais profundo que queres dizer ao outro e não tens coragem até que o mesmo seja feito à ti”, entre tantas outras que surgirão sem eu me dar ao trabalho de dar a cara a tapa.

Para todos os efeitos, desde já faço um pedido: “Vida adulta, seja boa comigo, por favor!”.




Esse processo, que data de uma vida inteira, mas tem se intensificado há não mais do que três meses, vem crescendo com uma playlist que, até a última semana, estava devidamente secreta no meu Spotify. Todas as músicas selecionadas a dedo tem muito de mim e carregam lembranças de momentos que eu vivi, de pessoas com as quais eu me relacionei e, especialmente, de sentimentos e sensações. Lágrimas, sorrisos, felicidade, plenitude, ira, frustração, arrependimento. Novas descobertas e novas paixões. Algumas que já se foram e outras que permaneceram. Mas, sobretudo, lições e bençãos que 2017 já fez questão de me presentear. Minha eterna gratidão.


  • Destaque para as melhores descobertas de janeiro: “You” & “Wild Ting” - 11:11 / “Shape Of You” - Ed Sheeran / “Full Circle” - Quinn XCII / “American Girl” - Ta-ku + Wafia / “Sleep On The Floor” - The Lumineers.
  • Destaque para as melhores descobertas de fevereiro: “Work The Middle” - Alex Aiono, “Thief” - Ansel Elgort / “Straightjacket” - Quinn XCII / “City Of Stars” - Ryan Gosling (!) / “Now and Later” - Cover Simon Samaeng / “Rush” - William Singe.

Que março seja lindo para cada um de nós!






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10 filmes indicados ao Oscar 2017 que você precisa assistir


Anualmente, no primeiro semestre do ano (a.k.a a melhor season por motivos de: premiações de todos os tipos e estilos), ocorre a cerimônia de Premiação da Academia, mundialmente conhecida como Oscar. Os cinéfilos vibram, os diretores e produtores do cinema mundial torcem pelos seus longas-metragens e o público se delicia com novas atrações (a propósito, estou fortemente incluída nessa categoria). O Globo de Ouro, Emmy e Grammy têm seus encantos e personalidades atrativas, mas sem dúvida alguma o Oscar é a premiação que nos faz ansiar para que a data chegue o mais rápido possível! Como uma boa apreciadora de filmes que sou, data e obras cinematográficas anunciadas, meu coração se enche de entusiasmo para se aventurar nos mais diversos gêneros contemplados.

Confesso que sempre pego o “bonde andando” e não consigo assistir a todos os indicados, mas seleciono os que a premissa mais me interessa e dou um search nos que estão liderando indicações/premiações por cerimônias anteriores — geralmente, esses têm grandes chances de vencer ao menos uma categoria —. E como eu não poderia deixar esse mega evento passar sem fazer um post mais do que especial, selecionei os longas que mais quero assistir antes da premiação, que ocorre dia 26 de fevereiro, para te instigar a vir junto comigo nessa maratona deliciosa! <3

categorias principais

La La Land é a estrela do grande show! Liderando o ranking com 14 indicações, concorre duas vezes em uma só categoria (“Melhor Canção Original”), chegando a passar de Titanic (1997), com 11 indicações. Queridinho do Globo de Ouro, Bafta (British Academy of Film and Television Arts), New York Film Critics Circle Awards, entre mais outras 7 premiações, é também o favorito no Oscar deste ano. O musical que promete encantar a todos retrata o relacionamento de dois artistas que se conhecem na Hollywood da década de 80 e tentam decolar carreira na competitiva cidade: o pianista de jazz Sebastian, que trabalha em clubes à noite e não tem poder de escolha sobre as músicas que toca, sendo seu principal sonho abrir um clube de jazz e a aspirante a atriz Mia, que sonha em se tornar uma grande estrela, mas não é notada pela indústria do cinema. Em meio as dificuldades de se consolidarem no ramo, o casal tenta manter o relacionamento e, apoiando-se um ao outro, conquistar o que sempre desejaram.

TOP 5 sites para baixar imagens em alta resolução free


Utilizar imagens para ilustrar postagens, ainda que não seja uma regra, é fundamental para uma boa impressão e processamento imediato da síntese do conteúdo. Isso porque o nosso cérebro processa mais rapidamente uma fotografia do que um texto. Hoje, já é cientificamente comprovado que o uso de imagens em conteúdos atrai mais visitas e visualizações de modo significativo do que se não fosse feito o uso de tal recurso. Sendo assim, torna-se indispensável fazer uso de imagens, bem como em boa qualidade e, preferencialmente, gratuito. Afinal, pagar por cada foto individualmente em redes de site que cobram por isso torna-se extremamente inconveniente. Em virtude disso, para ajudar os azamigo blogueiro, selecionei os meus 5 sites preferidos para baixar imagens bonitas e em boa qualidade, excelentes para serem usadas em posts, totalmente free!

Leitura recomendada: Entendendo direitos autorais e licenciamento na fotografia

Ah! Esteja atento quanto a licença de cada um deles. Baixar uma imagem de forma gratuita não implica no seu uso sem atribuição (créditos ao autor da foto), assim como ser usada para fins comerciais. Se utilizá-la da forma incorreta, isso pode te causar uma baita dor de cabeça. Por isso, não custa nada se informar; o link a cima explica de forma resumida o que significa o licenciamento no meio digital e a forma correta de utilizá-lo. Certamente te auxiliará, enquanto criador de conteúdo, a utilizar esse recurso maravilhoso da forma certa para qualquer projeto pessoal.

TOP sites (em ordem aleatória)

1. PicJumbo

O Picjumbo merece estar no topo da lista! A começar por essas imagens lindas, com cores fortes e vibrantes, de uma vivaz que só elas possuem. Entre todos os sites que aqui serão listados, este merece estar nos seus favoritos, pois a fotografias chamam bastante a atenção pelo bom enquadramento da câmera e da luz (atraindo visitantes para a postagem do seu blog); ainda que as fotos selecionadas sejam em uma só paleta, é possível ver essas características em toda a galeria do site. Na aba intitulada de Categories”, através dos marcadores, você poderá buscar por uma foto em específica. E uso é liberado! Tanto para fins pessoais quanto comerciais. Para mais opções, confira a FAQ.

2. refe

As fotografias do Refe têm tons mais frios e possuem uma espécie de fade naquelas em que têm backgrounds mais fortes, como verde ou azul. Entretanto, se você navegar pelo site por alguns minutos, verá que há também fotos claras e com um ponto de cor. Algo que você deve ficar atento é que será necessário colocar a imagem dentro do carrinho, simulando uma compra e, portanto, criar uma conta no site. Não há complicações: insira alguns poucos dados (não selecionei nenhum dos cartões e ainda assim consegui fazer um login com sucesso) e voilá! Certifique-se de que as imagens que você vai “comprar” têm valor 0,00 para não ter inconvenientes no futuro. Os marcadores estão de forma acessível, dispostos na barra lateral e no menu e as imagens são royalty-free — após o pagamento, elas estarão disponíveis para uso comercial e pessoal.

3. unsplash


O Unsplash não é o meu site favorito entre todos os presentes, mas considerando-se os vários disponíveis na web, está entre os melhores, visto que ele tem três pontos fortes: 1. Todas as imagens disponibilizadas têm licença CC0 (Creative Commons Zero), o que é maravilhoso, pois elas podem ser copiadas, modificadas, distribuídas e utilizadas para diversos fins. Ou seja, você pode fazer o que quiser com elas! Eles têm até uma galeria com as fotos do site modificadas e são super inspiradoras para quem curte design. 2. Diversidade de temas e de tamanhos. De cachorros, prédios, pessoas, partes do corpo à paisagens, as queridinhas por lá. Na horizontal e na vertical (com selo nota 10 de qualidade). 3. Uma espécie de newsletter que te permite inscrever-se e receber 10 fotos no seu e-mail a cada 10 dias.

5. Death To Stock

O Death to Stock ainda é uma descoberta recente para mim. Não me lembro bem como caí no site, mas dei uma chance e aqui estamos nós. O Death não tem muito o que fazer (caso você opte pela opção free), além de inscrever-se com o seu e-mail na newsletter do site e uma vez por mês, receberá um stock de fotos com um tema em específico. O pack de imagens utilizadas para ilustrar este post, por exemplo, é intitulada de Creative Community e as fotos retratam cenas e objetos cotidianos. Algo que não me agrada é o tamanho de cada fotografia; este pack pesa 143 MB com somente dez fotos, o que para mim torna-se inviável, pois meu computador não tem muita memória para se encher de fotos assim tão facilmente. Entretanto, são de boa qualidade e todo mês você receberá diretamente no seu e-mail algumas fotos com um tema aleatório. 


5. magdeleine

Ah, o Magdeleine está no meu TOP dos TOP's, ou seja, os selecionados dos selecionados! Este site é inconfundível, pois as imagens são meramente em tons frios e sombrios, ainda que você selecione por uma cor mais viva na barra lateral. Esse é o meu recurso favorito do site, pois eu posso escolher uma foto baseada em seu tom predominante. Além disso, as fotografias parecem falar por si, ao traduzir momentos e sensações que ficarão para sempre eternizadas. Algumas fotos são bem atrativas, como as de galáxias (sempre escolha as que chamam atenção para seus posts!), outras, porém, nem tanto, considerando-se o tipo de conteúdo e o estilo do seu blog. Esteja atento quanto a licença, pois nem todas as imagens têm CC0, algumas requerem atribuição e isso significa que ao utilizá-las, você não poderá fazer nenhuma alteração e será necessário creditar o autor.

p.s: todos os sites têm fotografias para download gratuito, mas nem todas as disponibilizadas são gratuitas. Portanto, fique atento, especialmente no Refe, uma vez que a conta criada e um clique não intencionado poderá lhe fazer pagar alguns dólares no fim do mês! Hahaha. Fora isso, pode ficar despreocupado, pois nenhum download me causou dor de cabeça. Agora eu quero saber de você: quais sites você utiliza para retirar imagens para posts? Já conhecia algum destes? 




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7 lições que eu aprendi com Moana · Um Mar de Aventuras


Sinopse: Moana Waialiki é uma corajosa jovem, filha do chefe de uma tribo na Oceania, vinda de uma longa linhagem de navegadores, que é seu maior hobbie e, também, trabalho. Querendo descobrir mais sobre seu passado e ajudar sua família, ela resolve partir em busca de seus ancestrais, habitantes de uma ilha mítica que ninguém sabe onde é. Com a ajuda do lendário semideus Maiu, Moana começa sua jornada pelo mar aberto, onde vai enfrentar criaturas marinhas e descobrir antigas histórias do submundo. [trailer]

Não faz muito tempo fui ao cinema assistir a animação queridinha do momento: Moana, um mar de aventuras. Foi uma experiência deliciosa; ao lado de duas das pessoas que eu mais amo, sorri atoa, encantada com os personagens e as belíssimas paisagens do filme. Há muito que eu não assistia a uma animação que me injetava um gás de energia e inspiração, fazendo-me acreditar que nada é impossível para quem corre atrás dos seus sonhos e confia em si mesmo. Saí do cinema com o coração aquecido por tantos motivos, entre eles assistir a um desenho da Disney com uma personagem feminina extremamente empoderada, que enfrentou a não aprovação do seu pai, os seus medos e o receio do inesperado ao sair em meio a um mar desconhecido a fim de salvar a si própria e ao seu povo.

Com um sorriso no rosto, posso afirmar que Moana é um filme que fala sobre coragem, sonhos e poder feminino de uma forma leve e divertida, desconstruindo o tradicional papel das princesas da Disney: ficar a espera de um príncipe encantado que virá para lhes salvar em uma enrascada. Moana não é uma princesa, mas sim, uma garota com um coração puro e singelo com força de mulher, que acreditou no seu potencial e no seu poder de revolucionar o mundo a sua volta, ainda que todos a superestimassem. E como se já não fosse o suficiente, além de tudo isso, a animação se enquadra no teste de Bechdel, pois há personagens mulheres e super carismáticas que têm vez e voz e que não falam entre si sobre homens, mas têm papos que inspiram a quem está do outro lado da tela.

7 lições que eu aprendi com Moana

1. Precisamos fazer o que estamos destinados a fazer — geralmente, é aquilo que nos faz se sentir vivos, que faz o nosso coração sair pela boca. É a nossa missão. Talvez já a descobrirmos, quando ainda pequenos e mal sabíamos que esse seria o nosso propósito de vida. Talvez bem mais velhos, prestes a desistir de encontrar o porque da nossa existência. Mas, acredite, esta semente já está plantada em seu coração desde o momento em que você veio à vida.

2. Ainda que as pessoas nos julguem inaptas para isso. Idade não significa maturidade. Meu gênero não é sinônimo de fragilidade. Não mais rótulos. Não mais sexismo.

3. Se tiver alguém que apoie e acredite em você, por mais maluco que possa parecer o que você está prestes a fazer, demonstre gratidão.
4. E tudo bem sentir medo no caminho. É natural. Somos humanos e temos sensações a todo momento. Mas não permita que ele te impeça de realizar aquilo que está destinado a fazer.
5. Um pouco de loucura não faz mal. Já dizem por aí: as melhores pessoas são loucas. E sabe por quê? Porquê elas fazem a vida valer à pena.
6. Seja a sua própria heroína. Você não precisa de ninguém além de si mesma para construir a sua própria felicidade.
7. E por último, mas não menos importante, não desista dos seus sonhos. Uma frase que já fala por si só. Provavelmente, você será atingida por milhares de “Você não é capaz”, “Não sonhe alto demais”, “Você não é suficiente” e tudo o que você precisará será retirar de dentro de si mesma a força necessária para trilhar o seu próprio caminho e a sua própria felicidade para vida linda que certamente o futuro te reserva.

Moana é uma personagem que fala sobretudo com as meninas-mulheres e nos faz reconhecer a nossa força interior. Força esta que nos leva além das barreiras e rótulos construídos, que nos faz se sentir livres para sermos o que quisermos ser. Acima de tudo, Moana é uma personagem forte e encantadora, que luta pelo quer e não fica à espera de um “príncipe encantado” e fez-se necessário sair em busca do que tanto desejou, encontrar dificuldades e passar por diversas atribulações no caminho, para descobrir que ela era a sua própria heroína.


Fight like a girl.



E você, já assistiu ao filme? Teve alguma frase ou aprendizado que te marcou? Me conta qual a sua favorita! <3




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I'm seventeen

O blog mal está no ar e já está desatualizado. Darei o meu máximo para que isso não se torne recorrente. Rolaram tantas coisas nos últimos dias que o máximo que pude fazer foi responder os comentários de vocês e anotar algumas ideias de posts. Aos poucos, as ideias vão tomando forma e surgindo por aqui, está bem? Ah, feliz primeiro mês de vida, Cartas! <3
Esta é a razão de eu estar aqui hoje: quando eu subi neste palco, todos vocês presumiram que eu era uma criança prodígio ou acreditaram que eu era uma artista conhecida porque eu tenho 17 anos. Devo ter feito alguma coisa que mereça a atenção de vocês. Acho que não preciso ser uma estudante milionária ou ter curado uma epidemia para que me deem ouvidos. Creio que todas as ideias devem ser respeitadas, não importa de onde elas venham.  Kate Simonds.

foto · arquivo



Você têm apenas 17 anos, eles me disseram. 

Você não tem maturidade o suficiente para saber o que quer, mas na próxima estação você escolherá o que vai fazer para o resto da sua vida e encarar por si só as responsabilidades advindas da faculdade. 

Você, certamente, ainda era uma criança no ataque às torres gêmeas e é evidente que não vivenciou os diversos impeachments que eu vivenciei. Por isso, não sabe discutir política. Mas na próxima eleição, você terá que escolher um candidato que vai representar seu país de forma consciente.

Você acha que sabe das coisas, mas não sabe. Porque você ainda não é considerado um adulto e por esse motivo, não sabe de tudo o que acontece no mundo. Ah, e nem pode ter vez e voz também. Afinal, quem é você na fila do pão? Um adolescente facilmente atraído pelo supérfluo na próxima esquina. Que não se doa, não se entrega, não se permite viver. Pois está mais ocupado com o que ocorre dentro dessa tela batendo mais um daqueles papos com pessoas que não passam de uma noite. 

Como você acha que vai mudar o mundo assim? Você não passa de um grão em meio à esse mundo hostil. Eu sei das coisas, pois eu já vivi muito mais do que você e posso afirmar com toda a certeza: você não vai conseguir acabar com a fome mundial, não vai acabar com a desigualdade social, muito menos com o aquecimento global. E sabe por quê? Porque ninguém está disposto a ser menos corrupto ou menos canalha porque você quer, ainda que você deseje isso com todas as suas forças.

Eles me disseram.

Mas eu não acreditei.

Carta ao meu primeiro amor · Talvez a culpa não seja só das estrelas


foto · we heart it

      
    Caro E.,
     
    Ainda era fim de tarde, mas elas já estavam no céu. Brilhantes, como sempre estiveram. Meu olhar rapidamente fixou-se em uma delas, que era tão pequenina quanto um raio passageiro. E logo percebi o que esta me trazia. Você. E algumas mágoas. Mas alegrias também. Uma coisa foi levando à outra, até que voltei ao dia em que te vi pela primeira vez. Lembro-me bem quando cheguei à sua casa, sem nenhum pretexto, apenas “por ir”. Fomos apresentados, sentamos em algumas cadeiras perto do jardim e conversamos. Ou tentamos. Você e eu estávamos envergonhados o suficiente para ficar calados, um de frente para o outro. Suas bochechas coraram. Olhei para o chão. Perguntei como andavam às aulas. E ficamos nesse vai-e-vem. Até que meu pai soltou uma para você.
      Já tá no tempo de namorar, hein? Cortejar as gatinhas. (risos)
    “Que tipo de pessoa ainda falar ‘cortejar’?”, pensei. Ah, claro. Meu velho.
   Primeiro, você sorriu; ainda meio corado, mas lindo o suficiente para meu coração palpitar cada vez mais forte. Logo depois nos olhamos com urgência, como se procurássemos uma saída. Eu só queria que tudo aquilo acabasse. Como eu sou boba. Estava só começando. Passou-se um ano e eu te vi novamente, bem pertinho de mim. Outro, e continuávamos vizinhos, mas cada qual com a sua turma e mal falávamos se é que isso acontecia —. Mas, de uns tempos para cá, comecei a te ver com outros olhos. Os olhos do amor. Foi tudo muito rápido. Posso resumir com uma frase do John Green, ao qual é a minha preferida: Me apaixonei do mesmo jeito que alguém cai no sono: gradativamente e de repente, de uma hora para outra.
   Não sei se foi uma espécie de intervenção do destino, mas por um acaso, voltamos a conversar (viva a internet!). E conversamos. Coisas do dia a dia. Um oi aqui e acolá quando nos encontrávamos. Em seguida, passamos para sua banda preferida. Fiz um esforço e comecei a gostar só para termos o que conversar. E deu certo. O que falar sobre quando você me chamou de amor? Foi a melhor coisa que ouvi este ano. Também não posso deixar de citar o dia em que demos nosso primeiro abraço o melhor que já ganhei em toda minha vida —. E este não passou de um impulso. Um ótimo impulso.
    Cheguei em você, falei algumas palavras e nos olhamos, bem no fundo dos nossos olhos e, junto às suas bochechas coradas, surgiu um sorriso tão sincero que fez meu dia, minha semana e meu mês melhor. Passei a mão pelo seu pescoço e aproximei meu rosto ao seu. Minha única vontade, naquele momento, era dizer o quanto eu te amava. Mas não podia. Não ali. Em vez disso, só apreciei seu cheiro. Ah, e que cheiro.
    Porém, algumas coisas inesperadas foram acontecendo e você estava longe de ser meu. De uma ficada, passou para um namoro sério. É, agora não tem mais jeito. Quem sabe se eu tivesse agido antes? Talvez, há essa hora, estivéssemos juntos, um fazendo cafuné no cabelo do outro, compartilhando casacos, canecas e, principalmente, amor. E quer saber? A culpa é das estrelas também. Se aquela que me prendeu a atenção não estivesse ali, esse filme não teria sido repassado na minha memória. Mas ó: Não importa com quem você esteja agora, serás sempre o meu amor, porque você foi o primeiro e eu espero que um dia possamos, juntos, criar uma conexão. Só nossa. 

Eu te amo, meu amor.

"Talvez a culpa não seja só das estrelas" é um texto dedicado ao meu primeiro amor, escrito em 2013. De lá para cá muitas coisas mudaram: pessoas entraram e saíram da minha vida, cometi alguns erros e acertos ao longo do caminho e, sobretudo, apaixonei-me tantas vezes que até perdi a conta. Devo dizer que estar apaixonada é um dos meus mood's favoritos, uma vez que a chama da paixão deixa-me inspirada em todas as horas do dia (isso é maravilhoso!) e posso, então, utilizá-la para escrever até os dedos cansarem. Quando o escrevi, estava vivenciando essa fase deliciosa da minha vida, cujos meus olhos só enxergavam arco-íris e unicórnios coloridos. Eu estava tão apaixonada pelo garoto que acreditava amá-lo. Como nada dura para sempre, tal "amor", que não era nada além de platônico, se encerrou e eu pude novamente voltar a ser quem era (pois, você sabe, esses amores arrebatadores nos tiram o fôlego e não sobra energia para mais nada) e enxergar que a vida não se resume ao primeiro cara por quem me apaixonei. Hoje publico este texto pois ele foi o primeiro — e, certamente, um dos mais especiais que escreverei — e marca o início da minha jornada como escritora. Talvez de livros publicados, talvez de textos não pensados para aliviar a inquietude dos mais vastos sentimentos que se passam aqui dentro. Este ciclo concluiu-se anos atrás e outro está prestes a começar. E que venham novas lições, novos amores e novas paixões, afinal, inspiração e amor nunca são demais, ainda que este último traga certos arrependimentos e ressentimentos.









pra tagarelar e ver umas imagens bonitas: