Tracklist de n. 03 ao 06 · Março, abril, maio e junho


    
    Leia o post ouvindo a playlist logo abaixo.


Tem sido difícil falar de tudo o que me ocorreu nos últimos meses. Esta é uma das razões pelas quais passei exatos quatro meses sem dar as caras por aqui. O último olá antes do chá de sumiço foi neste post, que, coincidentemente, é a nossa primeira tracklist mensal, prevista para transcorrer a cada dois meses. Ocorreram-me muitas coisas desde então. Passei por uma barra nas esferas pessoal, familiar e acadêmica. Acreditei que não sobreviveria a essa tempestade, mas eu estou aqui. Viva para contar a história. Ainda que me recuperando das feridas que ficaram e tentando assimilar tudo o que aconteceu. Incontáveis vezes abri o rascunho desta publicação e as palavras pareciam sumir da minha mente. Procurava as frases certas para tentar traduzir, em forma de texto, os acontecimentos que ocorreram. Sem sucesso. Desta vez, minha única pretensão é abrir as portas do meu coração e ver o que ele me diz.

Lembro-me bem que estava com a os nervos à flor da pele quando março se iniciou. E havia uma boa razão para isso. Eu estava prestes a entrar na universidade. Aquela que sempre esteve na minha cabeça desde o Ensino Médio. Que eu vivia dizendo que gostaria de estudar durante os cinco anos do curso tão desejado por mim. No dia 02/03, coloquei o pé direito aonde eu desejei estar durante todo o ano passado. Parecia que eu estava vivendo um sonho! Foi um momento muito especial na minha vida. Conheci novas pessoas, fiz amizades, tive uma nova rotina (até hoje ainda não decidi se amava ou odiava) e inúmeros aprendizados. Mas, nem tudo aconteceu como eu esperei.

A começar pela minha desilusão com o curso e a faculdade. Eu sempre desejei Arquitetura e Urbanismo. Sempre fora uma área que me encantava. Entretanto, nem tudo são flores. Logo na primeira semana eu senti o impacto. Não sei se eu por ter saído recentemente da escola (a qual eu passei os últimos 7 anos), mas não me sentia preparada para estar ali. A faculdade exigia de mim o que eu não poderia dar no momento. Finalmente dentro, eu só queria sair. O curso é mil maravilhas para quem o vê de fora, mas só sabe como realmente é quem o vivencia. Além do mais, eu idealizava muito não só a arquitetura, como onde eu estava. É inegável que a minha universidade é ótima. Na minha cabeça, era perfeita. Tudo era perfeito. E a perfeição não existe. Foi aí que o encanto acabou e, por fim, caiu a ficha.

Em meio a toda a minha frustração com ambas as partes, eu estava vivenciando uma situação dolorosa dentro da minha própria casa. Desde do ano passado que a minha mãe estava em um longo acompanhamento médico na tentativa de descobrir o que causava várias dores que ela sentia no abdômen. Depois de meses indo pra lá e pra cá, sem nenhum diagnóstico, ela foi encaminhada para um verdadeiro anjo que chegou a uma conclusão. Ela estava com uma endometriose gravíssima, que já atingia os órgãos do intestino e precisava ser operada o quanto antes. Foram seis meses a vendo sofrer sem poder fazer nada para amenizar a dor. Foram seis meses com o coração na mão, com medo que o pior acontecesse. Mas Ele nunca desempara. O Amor dEle, acima de tudo, foi o que a curou.


Nesse período, eu estava apenas existindo. Meus pensamentos estavam uma zona, meu psicológico acabado. Tanto que, depois de muito pensar, cheguei à melhor conclusão que eu poderia ter tido: eu iria trancar a faculdade. E assim o fiz. Em abril, estava tão sobrecarregada, que tive uma crise de ansiedade. A primeira e, eu espero, a última. Me recuperei e estou bem. Mas passei por uns maus bocados. Tive medo e, ainda tenho, de ter novamente.

Para completar o combo de decepções, cometi o erro de me apaixonar pelo meu amigo. A pessoa que estava me ajudando, mesmo que de longe, a segurar a barra. Que fazia, ao menos por aquele instante em que estávamos conversando, a me desvencilhar dos problemas. Coloquei tudo a perder. É claro. Se não o tivesse feito, não seria eu. Em um momento de impulsividade, disse tudo o que estava entalado na garganta. Na cara dura. Até hoje não sei como fui capaz de fazer aquilo. Ele, naturalmente, se assustou. Foi tudo muito repentino. Disse que só me via como amiga, o velho papo da friendzone. Por muito tempo o culpei e senti ressentimentos. Nos distanciamos, mas a saudade do antes ainda bate. Hoje sou grata pelo não que ele me deu. Me fez amadurecer ainda mais. Estou com o coração leve por ter finalmente compreendido que o amor não é sobre a primeira pessoa que te estende a mão.

Por fim, Maio chegou e com ele, as esperanças também. A data para a retirada da endometriose foi marcada. Lembro-me de sair no jardim e ver todo o céu azul. Aquilo foi como um conforto para mim. Como se o Universo estivesse tentando me dizer que tudo daria certo. E assim ocorreu. Nunca serei grata o suficiente por todos aqueles que cooperaram para o seu bem. A barrinha de gratidão, que já estava lá em cima, ficou completa quando o dia 30 chegou e o meu aniversário (e o do meu velho, que sempre divide esta data comigo!) de 18 anos também. Vem logo, carteira de habilitação! E parece que, na tentativa de equilibrar os meses anteriores, junho trouxe a calmaria que precisávamos. Espero que, de fato, o mau tempo tenha passado e levado consigo tudo de ruim que nos trouxe.




    
    Mamãe, este post é pra você. Obrigada por ser a luz das nossas vidas! 




  • Destaque para as melhores descobertas de março e abril: “Heart Don't Stand a Chance” - Anderson .Paak / “That's What I Like” - Bruno Mars / “Passionfruit” - Cover Emir Taha / “Unforgettable” (the best!) - French Monatana + Swae Lee / “Despacito” - Remix - Luis Fonsi + Daddy Yankee + Justin Bieber / “Dreamin'” - Raelee Nikole / “F*ck Me & Feed Me” - Rendezvous At Two / “All Night” - The Vamps, Matoma.
  • Destaque para as melhores descobertas de maio e junho: “Salt” - B.Miles, “Crying in the Club” - Camila Cabello / “Strip That Down” - Liam Payne + Quavo / “Sexual” - NEIKED + Dyo / “Bad Liar” - Selena Gomez / “Middle Of the Night” - The Vamps + Martin Jensen.

Veja as edições anteriores:
+ Tracklist de n. 01 / 02 · Janeiro e fevereiro




pra tagarelar e ver umas imagens bonitas:

12 comentários:

  1. ANNA,
    sou seu mais novo seguidor!

    cheguei até aqui através do excelente blog da HELLZ, blog que considero um primor de organização de layout e conteúdos.
    Voltarei sempre a seu blogue e a convido para conhecer os meus.
    Combinado?
    Um abração carioca.

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    1. Obrigada, Paulo. Seja muito bem-vindo!

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  2. Que tenso, várias situações acontecendo em curto prazo de tempo.
    Sobre a faculdade, acho que é assim mesmo. O primeiro contato é sempre difícil, pois estamos acostumados com a vida mais leve no Ensino Médio.
    Espero que sua mãe, fique bem!

    Beijos
    http://orangelily.com.br/

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    1. De fato, Lilian. Especialmente no meu caso, quando a minha antiga escola era e, ainda é, como um lar para mim. Obrigada, querida!

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  3. Parece que quando as bombas estouram, é tudo de uma vez só, né? Entendo bem o que você estava passando. Ainda estou nessa fase maluca, mas as coisas já começaram a ficar bem. Espero que a sua mãe fique a cada dia melhor, isso vai servir pra fortalecer. Olha, vou te dar um conselho sobre a faculdade: quando entre, também fiquei assim, chocada. Porque não é nada do que a gente pensava, né? Se você se sentir confortável, volta. Mas sempre procura algo de bom e/ou foca num pensamento do tipo "depois desse semestre vai ter a matéria tal, que eu tenho afinidade". Funcionou comigo, espero que funcione com você :) Sobre a desilusão amorosa, acontece. A lição aprendida valeu a pena.
    E essa playlist, menina? Ai, tô tão feliz de saber que outra pessoa também viciou em Salt ♥ tem outra música da B. Miles que eu amo, se chama Running, procura lá ;) Nosso gosto musical é muito parecido *abraçando virtualmente *
    Beijos!

    claramenteinsana.com

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    1. Ufa! Fico feliz em saber que as coisas estão se acalmando por aí.
      Minha mamusa está cada dia melhor, ainda que a recuperação seja lenta. Obrigada pelo carinho, Duane. Para mim, foi um baque o choque da faculdade, ainda mais em um momento como aquele. Mas foi fundamental para o meu amadurecimento pessoal e acadêmico. Sou eternamente grata por todas as coisas pelas quais passei. A Anna de hoje não é a mesma de antes. E ainda bem! Estou cada vez mais feliz com o meu interior e exterior.
      Minha playlist ficou uma lindeza, fala a verdade! Hahahaha. Essa foi a mais gostosa de fazer e, claro, de ouvir. Mil vezes obrigada pelo amor depositado nas suas palavras, viu? Um super beijo! <3

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  4. caramba Carol nem posso imaginar a barra que você passou, eu também fiquei 4 meses longe do meu blog, mas pra dar um tempo mesmo e viver a vida real um pouco, mas seu caso foi muito mais barra pesada, e eu s´queria te dizer que você é uma guerreira, por que passar pelo o que passou e ainda encontrar forças pra voltar é algo que eu não sei se conseguiria, mas bem vinda de volta, e que a partir de Julho tudo volte aos eixos <3

    Blog Entre Ver e Viver

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    1. Espero que esse hiatus tenha fortalecido as suas forças, girl. É completamente compreensível e faz bem dar uma pausa naquilo que nos suga a alma para colocar a cabeça no lugar. Gratidão por essas palavras lindas que acabo de ler! <3

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  5. Guria, que saudade enorme que eu tava do teu cantinho e do jeito que tu escreve, sério! Demorei um pouco pra vir aqui porque tô na correria, mas apareci haha. Poxa, nem imaginei que tu tivesse passando por tanta coisa assim, mas agora entendo a tua ausência aqui no blog... Eu ainda não entrei na faculdade, mas já me sinto super pressionada só estudando pro vestibular, então eu imagino como deve ser dentro da faculdade de fato. Aliás, esses dias mesmo vi alguns vídeos sobre a campanha #NãoÉNormal, que fala sobre como a faculdade acaba com a saúde mental da maioria das pessoas que estão lá, sabe? Isso é triste pra caramba, mas fico feliz que tu tenha parado e tirado um tempo pra ti. A situação com o teu amigo também é chata, mas pelo menos tu botou tudo pra fora, melhor do que ficar guardando... E fico muito feliz pelas coisas com a tua mãe estarem melhorando também, viu?
    É bom saber que junho foi bom pra ti, espero que os próximos meses sejam assim também. A gente passa por umas barras, mas aprende bastante com elas, sabe? Quanto a playlist, amo váaaarias, mas as minhas favoritas, pelo menos por agora, são Strip That Down, Crying In The Club, That's What I Like, Bad Liar e Despacito <3
    Um beijão,
    Gabs | likegabs.blogspot.com ❥

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    1. Coisa linda, saudade estava eu de você! Feliz em te ver por aqui!
      Putz, a vida de vestibulanda também não é nada fácil. Enviando as melhores energias pra ti, pois eu sei bem o quão nossa saúde mental fica fragilizada nessa fase. Se não me falhe a memória, vi o card de um vídeo no YouTube falando a respeito. Acabei deixando pra depois, mas agora que você citou, lembrou-me de pesquisar sobre.
      Oh, sim! Meus amores sempre foram guardados a sete chaves. E isso me sufocava, ao menos até a paixão passar. Ainda que a amizade tenha quase se desfeito, me sinto leve por tê-lo revelado o que sentia. Não quero e nem pretendo mais esconder o que sinto. Ainda que os meus ouvidos ouçam aquilo que o meu coração não desejaria escutar.
      Ô, se aprende! Tudo de melhor pra nós em julho e nos próximos meses. Obrigada pela carinho, Gabi! <3

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  6. OIN

    Crying in the club e Bad Liar *0*

    então... que introdução bonita a que você escreveu. Sei que não foi fácil as coisas que teve de passar pra chegar atpé aqui e escreve-la, mas creio que isso te fortaleceu, acredite.
    Ja passei por inumeros momentos em que as vezes parece que a inspiração foi embora pra nunca mais voltar. As vezes paree também que os fatores externos querem te atrapalhar de todo jeito, mas afinal... a gente tem de se tornar mais forte que esses monstros fanfarrões que querem nos tirar de tempo.
    Espero que as dúvidas acadêmicas se dissipem e que você fique bem <3

    beijo
    www.beinghellz.com.br

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    1. Que bom que gostou, Hellz.
      São nesses momentos em que devemos nos interiorizar e entrar em contato com a nossa essência. Mergulhar em nós mesmos, afogar-se nas ondas do eu-interior, para que as de fora não sejam mais capazes de nos sufocar.
      Vai ficar tudo bem, sim. Obrigada! <3

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